"DESEMBARCAR": to disembark;débarquer; ankommen; sbarcare; 着陸する; Дебаркирам; wyokrętować; 着陆; kalkış-iniş; lande; ΑποβΙβαση;내리다; landa; לרדת מאניה.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ahhh, o Líbano!




Por que ir para o Líbano? 

Essa era uma pergunta que até mesmo os libaneses me faziam! Bem, não vou dizer que eu tinha uma desejo absurdo de ir para lá. Mas eu escolhi os destinos da minha viagem por continentes/regiões: Europa, Sudeste Asiático e Oriente Médio. E como haviam me falado muito bem da vida noturna em Beirute, pensei: por que não? E hoje em dia eu amo essa cidade, já fui para lá quatro vezes desde então!

O que tem de bom para visitar lá?

Beirute é o máximo, super internacional, tem o que há de melhor em termos de restaurantes, lojas, cultura local e é claro, festas! A cidade é um caos, todos dirigem como uns loucos, as ruas são apinhadas de gente e carro e as calçadas muito estreitas. Mas principalmente no downtown a arquitetura dos prédios é muito bonita! Sem contar que está a beira do belíssimo Mar Mediterrâneo.

downtown
                       

Cedros-  no norte do Líbano você vai encontrar aquela árvore que é símbolo do país. Lá neva no inverno e pode-se esquiar. Quando estive lá em meados de novembro já fazia um friozinho gostoso e a estrada até lá é linda!


vilarejo no norte

Gruta de Jeita - passeio de barco por dentro da gruta! Concorreu a uma das 7 novas maravilhas do mundo! Infelizmente não pode tirar fotos lá dentro, mas eu vou colocar uma que achei no Google.



Baalbek - acho que todos os povos antigos passaram por lá! São ruínas de todos os estilos, romano, grego, bizantino. É um dos meus lugares preferidos! Fica ao leste de Beirute, 1h de carro.




Byblos - acreditam ser a cidade mais antiga constantemente habitada. É muito linda! Um lugar para se passar o dia, conhecer o castelo, o mercado de rua e depois jantar num dos restaurantes de frente para o mar.


Tripoli - é a segunda cidade mais populosa do Líbano. Lá é mais conservador por ter uma população maior de muçulmanos (daqueles bem conservadores). Então aconselho a tomaram as devidas precauções quanto a vestimentas e afeto em público. Quem vai a Tripoli não pode perder a casa de doces Abdel Rahman Al Hallab, é a mais tradicional de todas, lá você encontra todos os doces libaneses.

Abdel Rahman Al Hallab

Vinhedos - o Líbano tem de tudo, até produção de vinho. Você pode fazer um tour nos chamados "Châteaux" e degustar os vinhos. Eu aconselho o Château Kefraya. O restaurante lá é muito bom.

Agora sobre a cultura do país de uma forma geral. A maioria das pessoas acha que eles são muito conservadores. Não, não são. Não vi ninguém usando burqa (que cobre o corpo todo) e pouquíssimas usando o hijab (que cobre somente o cabelo), com exceção das mulheres de Tripoli. Em Beirute eu me vestia normalmente, tanto nas festas como na rua. No verão pode-se andar tranquilamente de shorts e regata.
Nem todo mundo é muçulmano, 30% da população é cristã. A grande maioria das pessoas fala, além de árabe, francês e inglês. É engraçado como numa mesma conversa eles mudam de língua de uma frase para outra. O povo é muito acolhedor e a comida é divida - o kibbe naye (kibe cru) sendo disparado meu prato favorito.

Bem, esse foi uma post com dicas generalizadas, vou fazer um outro com dicas mais específicas de Beirute, como onde ir jantar, baladas, praias etc.

Até a próxima!

M.










segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Brasileira, nascida em Curitiba, estudante de Arquitetura e dromomaníaca.

Tudo começou no ano de 2011 quando fiz uma viagem de 12 meses que mudou minha vida. A intenção do blog era narrar minhas aventuras nesse ano sabático. Mas ao perceber que minha paixão por viagens aumentou ainda mais ao voltar para casa, mudei o intuito do blog e vou deixar este espaço destinado a contar sobre todas as viagens que eu fizer.

Aqui contarei minhas experiências pessoais e darei dicas sobre os mais de 30 países por onde já passei!

Aos que se sentirem inspirados, meu email para informações e dicas é: manoela_calabresi@hotmail.com Facebook: Manoela Calabresi

M.C.




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dicas de como montar um roteiro para viajar na Europa.

Queridos leitores,

vou fazer mais uma pausa nos posts de narrativa para escrever um post de dicas úteis para viagens na Europa.

Uma das coisas mais difíceis e ao mesmo tempo mais empolgantes antes de qualquer viagem é montar o roteiro, seja ele super flexível ou acertado nos mínimos detalhes. E eu recebo emails direto de pessoas me pedindo ajuda. 

Então aí vai um passo a passo de como organizar uma viagem independente pela Europa.





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ah, a Capadócia!

Esse post demorou para ser escrito pela complexidade que demanda uma vez que a Capadócia foi um dos lugares mais especiais em que estive. Então é difícil colocar em palavras tudo o que respresentou para mim. Guardo ótimas recordações e mais que isso, acredito ter tido um certo crescimento interior enquanto estive lá.

Para quem não sabe, a Capadócia é uma região da Turquia e uma de suas melhores cidades para se hospedar é Goreme. Cheguei a essa cidade numa manhã fria após uma noite num ônibus. Eles já nos deixaram em frente ao centro de informações que disponibiliza todos os hotéis da cidade e ainda transporte até eles. Escolhi um hostel chamado Ishtar Cave Pension, é o mais barato da cidade e custa 20 dólares por noite incluindo café da manhã. Esse era o quarto compartilhado em que fiquei:

(foto "roubada" do hostelworld.com)

sábado, 13 de outubro de 2012

Pamukkale - o "Castelo de Algodão".

(...)
Voltando aos posts sobre a Turquia...


Após quatro dias em Selçuk, consegui me livrar daquela malemolência que havia tomado conta de mim  e parti  num ônibus matutino rumo a Pamukkale, que em turco significa Castelo de Algodão. 

Situada na província de Denizli, Pamukkale é um sítio arqueológico famoso pelas formações rochosas calcárias. Durante milhares de anos a água que brota do subsolo naquela região semidesértica desceu pelas encostas das rochas e deu origem a formações rochosas bem curiosas, formando também piscinas naturais de água quente!

Ok, terminado meu momento nerd da Geografia, vou contar como foi minha estadia lá. 
A cidade é muito pequena! Vive mesmo do turismo então é lotada de pensões, hotéis e restaurantes. O dono do hotel de Selçuk me indicou o Hotel Mustafa e então ao chegar fui direto lá. Era uma pensão de família onde trabalhavam o senhor Mustafa, sua esposa e seu filho. Tem um restaurante junto com a pensão que é uma delícia, ainda sonho com o kebab com yogurt que comi lá!

Logo que cheguei fui direto conhecer as famosas formações rochosas. Fotos:





É obrigatório tirar os sapatos para andar lá.



Apesar do sol, fazia muito frio, e eu muito burra, achei que não iria entrar nas piscinas naturais e não fui com biquíni por baixo e nem levei toalha. Lógico que chegando lá mudei de idéia. Mas não podia entrar com a roupa e passar o resto do dia molhada (o sítio arqueológico é enorme, eu não voltaria tão cedo ao hotel). Como estava muito frio, eu estava usando uma calça de pijama por baixo da calça jeans, então entrei com o pijama e a camiseta que eu estava usando por baixo dos mil casacos. Foi bizarro, visto que devido à estampa de flores, era muito claro que o que eu vestia era um pijama. O pior foi sair da água e ter que tirar a roupa molhada sem uma toalha! Fui atrás de um arbusto e me sequei com o casaco, vesti o jeans e deixei a roupa molhada secando num banco enquanto visitava o resto do parque. 

Por isso, dica valiosíssima: levem roupa de banho e toalha mesmo no inverno, porque a temperatura da água é de 30 C!

Piscina natural



Ruínas de Pamukkale

A verdade é que um dia é suficiente em Pamukkale, pois fora esse parque não existe mais nada para ver lá. Muito viajantes acabam não dormindo nem uma noite na cidade.

O dono do hotel era muito comunicativo e sempre interessado em entreter os hóspedes. Seu filho era mais quieto, e a verdade é que ele me incomodava um pouco. Sempre vinha e sentava na minha mesa quando eu estava comendo, ficava me rondando. 

Na hora que eu estava partindo o velho Mustafa chegou para mim e pediu que eu não fosse embora. Fiz uma cara de dúvida. Ele disse que queria que eu me casasse com o filho dele! Achei que fosse brincadeira e dei risada. Ele disse que era sério. Eu falei que não podia, tinha meus planos, não podia simplesmente me mudar para Pamukkale - omitindo, obviamente, minha opinião de que o filho dele era estranho e o fato de que ele era pelo menos 30 anos mais velho que eu.
Ele insistiu, disse que era um bom homem e que eu devia abandonar essas idéias de fazer faculdade. Fiquei espantada, mas não queria ser rude, dei trela e perguntei o que então eu faria em Pamukkale  (uma cidade com 10 quadras de dimensão). Ele respondeu que eu trabalharia na pousada, oras bolas! Iria lavar, passar, cozinhar e servir meu marido! Fiquei sem palavras diante de tão inesperada proposta e concordo que suas intenções eram as melhores, embora nem percebesse que tal oferta era na verdade uma ofensa para alguém que teve a criação como a minha. Recusei e agredeci "imensamente", mas parti - quase que à galope - rumo à Cappadócia.

Até a próxima!

M.










sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Viajar sozinha! Um pouco de como foi a experiência.

O post de hoje vai dar uma pausa na narração da viagem para falar um pouco de um assunto que TODOS me perguntam. Eu recebo emails de conhecidos e desconhecidos que acessaram o blog e têm dúvidas quanto a roteiros, volta ao mundo, perigos, custos e principalmente: como é viajar sozinha.

Inevitavelmente esse post vai ficar sentimental, mas vou compartilhar com vocês como tudo aconteceu.

Deixei Curitiba no dia 8 de janeiro de 2011 para passar 3 meses na Europa. 1 mês só em Paris e 2 outros meses viajando por outros países. Já tinha tudo acertado, desde o roteiro até reservas de avião, trem e hostels.

Cheguei a Paris e lá não tive tempo de estar sozinha, pois no meu primeiro dia na escola de francês eu conheci a Camila, coincidentemente também de Curitiba. Ela também tinha ido sozinha e desde aquele primeiro dia não nos desgrudamos mais.
Em uma viagem ao Rio em 2010, conheci dois franceses, o Aymeric e o Guillaume, que contactei ao chegar a Paris e eles também se tornaram meus amigos, meus e da Cami. Formamos um quarteto. Além deles, também fiz amizade com outros brasileiros e estrangeiros da escola.

Raclette chez Guillaume.
 (Gui, Aymeric, eu e a Cami)

Após um mês em Paris, iniciei meu mochilão na Europa. E aí foi o começo da minha experiência viajando sozinha. Comecei em Bruxelas, foi um mau começo. Não fiz amizade com ninguém lá, porque o hostel estava meio vazio e as espanholas que estavam lá não se interessaram em fazer amizade comigo :(

Lembro que liguei para a Camila - que ainda estava em Paris, e disse que já sentia a falta de lá e queria voltar. Ela disse para eu ter calma, porque Bruxelas é monótona mesmo, mas que de Amsterdam (meu próximo destino) eu iria gostar. E foi isso mesmo, em Amsterdam conheci uns belgas e umas meninas locais e me diverti.

Eu sozinha em Bruxelas!


Foi aí que fiquei confiante e segui em frente. Nos dois meses de mochilão eu fiz Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Rep. Tcheca, Hungria, Áustria, Croácia, Itália, Irlanda, Escócia, Inglaterra em Espanha. 

Foram dois meses maravilhosos e agradeço a todos que fizeram parte disso, que me acolheram, que me fizeram companhia, que me deram dicas.
Principalmente a minha amiga Manoela Accioly que me incentivou a fazer toda a viagem e que foi me encontrar na Irlanda! E também ao Danniel, amigo dela, que me recepcionou como ninguém em Dublin,

Manoela A., Danniel e eu no interior da Irlanda

Visitando meu amigo Edson em Londres.


Depois disso, o plano era voltar para o Brasil, mas a vontade era zero. Queria mais. A Camila ficaria em Paris até julho e me convenceu a dividir um apartamento com ela e portanto, estender minha permanência na Europa até julho.

Minha mãe ficou triste, mas quando dei a notícia pareceu-me que ela já esperava por isso.

Nos três meses seguintes fiquei só em Paris e conhecemos mais pessoas, além de termos tido vários amigos de Curitiba visitando, inclusive a Renata, uma das minhas melhores amigas.

Eu e a Renata na Pont des Arts, Paris

Aniversário da Camila no nosso (mini) apartamento!
                  (Renata, Samanta, Bel, eu, Aymeric, Cami, Stefan e Guillaume ao fundo)


A rotina de Paris foi um desafio que eu viveria mais 1000 vezes. Não vou contar novidade alguma  dizendo que os parisienses têm um jeitinho peculiar de ser, resumindo-se a estressados e a burocráticos. Mas Paris não cansa de ser bonita e dinâmica. Todos os dias eu fazia novas descobertas e o meu principal hobby se tornou degustar as delícias da culinária francesa. O que me rendeu um sobrepeso de 12 kg!!! Mas calma, eu consegui perder tudo. Ufa!

Eu e a Cami jantando no Pub Saint Germain e ganhando alguns quilinhos!


Acontece que lá pelo começo de junho, me ocorreu a idéia de ir um pouco mais longe, digamos assim, até a Ásia. A idéia me pareceu louca no início, mas foram tantas noites que passei matutando e tanta troca de idéia com outros mochileiros em fóruns online, que um dia acordei decidida e nem eu mesma poderia me convencer a desistir. Queria começar em Hong Kong, mas antes dar uma paradinha em Moscou.

Quando contei a minha família eles surtaram. Minha mãe chorou, meu irmão achou que eu seria sequestrada e que todo mal poderia me ocorrer. Até que os convenci e fui. Sem reservas e somente com um esboço de roteiro. Fiquei pela Ásia e Oriente Médio até novembro, totalizando 5 meses. Fiz China, Tailândia, Malásia, Indonésia, Filipinas, Camboja, Turquia, Líbano, Jordânia e Israel.
Em dezembro voltei para Europa onde passei o Natal na casa de uma das minhas amigas alemãs que conheci na Ásia. Só voltei para o Brasil em janeiro de 2012, 360 dias após minha partida.

Natal em Freilassing


Mas o que eu realmente queria contar aqui foi o que se passou na minha cabeça durante a viagem. 
Bem, se eu dissesse que não me senti só em momento algum, eu estaria mentindo. Mas a maior parte do tempo me senti auto-suficiente, capaz. Fiz amigos passageiros e amigos para a vida, testei minhas limitações e o mais importante de tudo: passei a acreditar que a maioria das pessoas é boa, porque em todos os momentos que precisei sempre apareceu um estranho e me ajudou sem pedir nada em troca.

Eu me forcei a ser simpática e descolada muitas vezes. Ao chegar a um hostel eu tinha que me apresentar e conhecer gente, se não ficava sozinha. Algumas vezes foi fácil e pessoas vinham conversar como se já me conhecessem há anos, outras vezes eu tive que chegar como se já as conhecesse há anos. Com algumas destas pessoas fiquei apenas poucas horas, com outros alguns dias, e dois meses com a Feli e a Alina que eu já citei em tantos posts aqui.

Pessoas que eu conheci no hostel em Veneza no Carnaval. 

Com as alemãs Felicitas e Alina, amigas para a vida toda.


Nos momentos sozinha tive algumas conversas imaginárias - deixando claro que foi só em pensamento, eu não ficava falando sozinha! Imaginei-me conversando com a minha mãe, ou com meu irmão, com algum amigo e também com meu saudoso paizinho, como se eles estivessem ali. E principalmente com meu pai, eu tive conversas malucas, imaginando o que ele diria de todas as minhas andanças pelo mundo se ainda estivesse vivo. E me fazia acreditar que ele estaria orgulhoso. Senti saudades, sim muita, de todos. E mais uma vez, do meu pai em especial. Foi num banco gelado de Estocolmo que mais senti saudades dele, pois percebi que não importava em quantos países eu pisasse, eu não o encontraria em nenhum deles, e mais, que ele morreu antes de ir a muitos lugares que gostaria de ter ido.

Mas além dessas loucas conversas imaginárias, tive paz em minha própria companhia a maior parte do tempo em que estive sozinha. E em momento algum pensei em voltar para a casa antes da hora.

Imprevistos aconteceram também, como por exemplo no final da viagem, quando estava no Líbano e tive um problema com meu cartão e fiquei sem dinheiro. Para encurtar a história, eu estava sentada na rua com a minha mala, após ser expulsa do hostel, sem saber o que fazer, sem um centavo e sem celular; quando fui ajudada por dois libaneses. Após algumas horas e algumas ligações para minha mãe, o problema foi resolvido e os dois então me convidaram para ir a uma festa de Halloween. Encurtando mais um pouco a história, com um deles eu acabei namorando por um ano.

Sinto saudades de todos que conheci pelo mundo, das comidas estranhas, de olhar o mapa mundi e escolher para onde ir, de ler guias do começo ao fim e fazer roteiros, de desembarcar num país novo, de ir para festas vestindo bermuda e havaianas... entre tantas outras coisas!

Então eu aconselho todos a não terem medo de estarem em própria companhia, tenham uma experiência como essa, não precisa ser por um ano! Conheçam a si mesmos e estejam dispostos a conhecer outras pessoas e outras culturas.
Hoje lembrando tudo, rio daquela Manoela que no começo da viagem se desesperou sozinha em Bruxelas.

Eu e um beduíno simpático na Jordânia.


Conclusão final do meu ano sabático: precisamos dos outros para sermos felizes, mas não dependemos de ninguém para realizar nossos sonhos!

Vou finalizar o post com um mini texto que eu adoro (ah, não vou traduzir, tá?), e com uma foto de pôr do sol na Bavária, Alemanha:

“Don’t wait around. Don’t get old and make excuses. Save a couple thousand dollars. Sell your car. Get a world atlas. Start looking at every page and tell yourself that you can go there. You can live there. Are there sacrifices to be made? Of course. Is it worth it? Absolutely. The only way you’ll find out is to get on the plane and go. And let me tell you something. That first morning, when you are in your country of choice, away from all of the conventions of a typical, everyday lifestyle, looking around at your totally new surroundings, hearing strange languages, smelling strange, new smells, you’ll know exactly what I’m talking about. You’ll feel like the luckiest person in the world.”






quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A antiga cidade de Ephesos ou Efes na Turquia.

Confesso que quando estive na Turquia estava em um estágio de cansaço extremo após tanto tempo de viagem. Na verdade, acredito que o cansaço não venha apenas devido aos muitos meses viajando, ele vem por fases, na Malásia tive meu momento de exaustão, depois passou. E novamente nas Filipinas e depois na Turquia.

Por isso, fiquei mais que o necessário na cidade de Selçuk, onde me hospedei para visitar o sítio arqueológico da antiga cidade grega de Ephesos. Lá acabei ficando 4 dias e pude descansar e ficar algum tempo a toa.

A região é muito bonita, o ar já era frio em meados de outubro, mas fez sol todos os dias. A cidade é pequena, o que me permitiu ver de perto a vida da população em muitas das caminhadas que fiz por lá.

pelas ruas.



Tirei um dos dias para Visitar Ephesos, que fica a alguns km de Selçuk, mas é muito fácil arranjar condução para ir para lá, eles tem umas vans que vão e voltam o dia todo.




E também visitei as ruínas que ficam em Selçuk mesmo:

Basílica de St. John



Eu diria que o tempo necessário para se passar lá seria de dois dias, fiquei mais porque queria descansar mesmo. Não conheci muitas pessoas na cidade e acabei passando os dias sozinha. A noite jantava com o dono do hotel e um senhor inglês de 70 anos, o Charlie, que também estava hospedado lá e era muito bom de papo. 

Depois disso, peguei um ônibus e segui para Pamukkale. Conto no próximo post!

Até!




domingo, 7 de outubro de 2012

Minha chegada à Turquia!

Mudança de ares. Após 3 meses e meio de viagem pela Ásia, onde vi diariamente paisagens naturais, em sua maioria paradisíacas - diga-se de passagem, desembarquei em Istambul e estava pisando novamente  no Ocidente (apesar de metade de Istambul estar na Europa e a outra metade na Ásia).

Bem, Istambul é encantadoramente caótica! Pudera, é uma das maiores cidades do mundo em termos de população.

Me hospedei num hostel chamado Best Island, cuja localização é excelente, bem no centro histórico da cidade e perto das principais atrações. A minha nota para o hostel em si seria 6. O lugar não é ruim, mas o atendimento é péssimo, sem profissionalismo e foram absurdamente rudes. No entanto, o café da manhã e a vista do terraço fizeram valer a estadia lá.

Quanto à cidade! Tem tanta coisa para ver que eu indicaria pelo menos uns 5 dias lá!

E o que fazer lá: 

- Sultanahmet:
bairro histórico de Istambul. Particularmente, achei esta a área mais bonita da cidade, lá você irá conhecer a culinária turca, fumar narguilé, desbravar os mercados, comprar todo tipo de especiarias, tecidos, colares etc. 

Narguilé

com Aaron, da Costa Rica, conheci no hostel

Reparem que eu era a única mulher lá... hahaha de qualquer forma, não é proibido entrar mulher.



- Hagia Sophia:
construída pelo império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla. Também se situa em Sultanahmet e é um edifício que atrai turistas do mundo todo não só por sua beleza, mas por toda sua história.

- Blue Mosque (Mesquita Azul), outra edificação magnífica. Fotos:





Eu na escadaria em frente à Mesquita.

- Estreito de Bósforo: divisa entre Ásia e Europa. A travessia pode ser por ferry ou pela ponte.

Bósforo ao fundo




- O bairro de Beyoglu:
Uma área muito boêmia, com diversos bares e restaurantes que ficam abertos até tarde. Além de muitas opções de lojas para quem quer fazer compras. Sua principal rua é a Istiklal Street, uma rua de pedestres muito extensa. Ao final desta rua se encontra a Taksim Square. Galata Tower, atração turística muito famosa, também está neste bairro.

Istiklal Street

Galata Tower


- Grand Bazaar:
Um dos maiores mercados fechados do mundo, com mais de 4000 lojas. É divertido se perder por essas milhares de lojas, não esquecendo de negociar o preço, pois está aí a graça do negócio. E como sabem vender esses turcos! Sempre muito gentis e amigáveis, alguns até arriscam falar português. Acabei tomando uma xícara de chá em cada "lujinha" em que parei. Mas meninas, fiquem atentas, porque as vezes a cortesia passa do ponto e alguns deles têm segundas intenções. Fotos:








Esses foram alguns dos lugares que eu mais gostei em Istanbul! 

Até a próxima!

M.